Barbarella
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| Barbarella |
| Coleção |
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HQ Le Semble-Lune, de 1977, publicado por Pierre Horay. Arte de Jean-Claude Forest. |
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| País de origem |
Bélgica |
| Língua de origem |
Francês |
| Editor |
Le Terrain Vague
Eric Losfeld
Kesselring
Pierre Horay
Editions du Fromage
Les Humanoïdes Associés |
| Formato de publicação |
Originalmente publicado em formato de tiras nas revistas V-Magazine e Evergreen Review, além de uma série de graphic novels |
| Primeira edição |
1964 |
| Numero de álbuns |
4 |
| Género(s) |
Erótico |
| Autor |
Jean-Claude Forest |
| Desenho |
Jean-Claude Forest
Daniel Billon |
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| Personagens principais |
Barbarella |
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Barbarella é uma série de história em quadrinhos para adultos, criada em 1962 pelo ilustrador e escritor francês Jean-Claude Forest.
Levada às telas de cinema pelo director
Roger Vadim em
1968,
Barbarella virou um filme
cult extremamente popular e transformou a atriz norte-americana
Jane Fonda, que a interpretou, no símbolo sexual da época
1 .
Diversas heroínas eróticas surgiram na França após o lançamento de
Barbarella, contribuindo assim com a revolução sexual/cultural dos anos
60, tais como
Jodelle (1966) e
Pravda (1968) de
Guy Peellaert,
Vampirella (1969) de Forrest J Ackerman,
Valentina (1965) de Guido Crepax,
Modesty Blaise (1963) de Peter O'Donnell, Phoebe Zeit-Geist (1965) de Michael O'Donoghue, e Saga de Xam (1967) de Jean Rollin.
A epidemia de Aids nos anos 80 veio à transformar
"Le Miroir aux tempêtes" no último volume da série Barbarella. Com a morte de seu criador em 1998, a série foi oficialmente finalizada.
História
A personagem Barbarella é uma aventureira espacial do século XL, com tendências ninfomaníacas que usa o corpo e a
sexualidade para conquistar e derrotar os seus oponentes.
Barbarella escandalizou a
França quando de seu lançamento em
livro ilustrado e chegou a ser proibida. Aos poucos, entretanto, conquistou o país e a partir daí espalhou-se pela
Europa e pelo mundo, tornando-se uma espécie de
ícone do
movimento feminista dos
anos 1960, um James Bond futurista de saias
2 . Com o sucesso total, foi rapidamente traduzida em mais de 12 línguas em todo o mundo.
Ela é uma menina curiosa, não convencional e com paixão por novas
experiências. No ano 40.000 D.C., primeiramente no planeta Lythion,
enfrenta criminosos galácticos e monstros assustadores para libertar um
povo oprimido pela ditadura. Em sua segunda aventura, Barbarella
investiga um mundo onde o tempo não passa e, no terceiro e quarto
capítulo, ela se casa e tem um filho.
Linda, com longos cabelos loiros e lábios carnudos, vestida com muito
sucinta, e muitas vezes completamente nua, Barbarella usa seu corpo
como uma arma mortal provocativa, entregando-se não só à homens , mas à
robôs e monstros gelationosos.
Álbuns
Originais
Série regular
■ 1 Barbarella, Le Terrain Vague, 1964
Argumento e desenho : Jean-Claude Forest - 68 Pag.
■ 2 Les colères du Mange Minutes, Kesselring, 1974
Argumento e desenho : Jean-Claude Forest - 66 Pag.
■ 3 Le Semble-Lune, Pierre Horay, 1977
Argumento e desenho : Jean-Claude Forest - 52 Pag.- ISBN 2-7058-0045-X
■ 4 Le Miroir aux tempêtes, 48 Pag., Editions du Fromage
Argumento : Jean-Claude Forest - Desenho : Daniel Billon - Cor : 1982 - ISBN 2-226-01441-1
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No Brasil
Barbarella teve apenas seu primeiro álbum,
Barbarella , publicado no Brasil em 1969 pela Linográfica Editora e traduzida por Jô Soares . O livro continha na capa o cartaz do filme Barbarella, de 1968.
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| Barbarella y su robot |
Barbarella foi/é um ícone feminino na Banda Desenhada dos anos 60, com a
particularidade de possuir uma elevada carga sexual para a altura. O
seu sucesso foi tão grande que nos U.S.A. decidiram fazer um filme, onde
o papel principal (Barbarella) era protagonizado por Jane Fonda.

De
notar que este livro é considerado o primeiro livro de BD para adultos.
O que existia anteriormente nunca teve um tratamento em papel como
Barbarella, e como é lógico provocou um grande escândalo, sobretudo nos
países Anglo-Saxónicos conhecidos pelas suas virtudes….
Esta personagem da BD deixou marcas que foram bastante para além da
BD, como o provam o grupo pop rock Duran Duran, cujo nome provem da
personagem Durand, para além de terem feito uma música chamada "Electric
Barbarella". Também Jamiroquai e a banda Capri têm músicas onde esta
heroína é referenciada!
O autor deste sucesso foi o francês Jean-Claude Forest, conhecido
entre nós pela obra “Os Náufragos do Tempo”. Este autor criou Barbarella
com a intenção de ser um jogo privado e ser jogado entre ele e os seus
amigos. Mas o sucesso foi tão grande junto do público francês, que
rapidamente acabou por se transformar numa série de BD. Há quem diga que
o modelo para a personagem foi Brigitte Bardot, que tinha sido casada
com o futuro realizador do filme, Roger Vadim (que acabou também por
casar posteriormente com Jane Fonda)!
Barbarella surge em
1962 como protagonista de uma série de BD erótica, publicada pela
primeira vez na revista francesa “V-Magazine”, surgindo em álbum em 1964
(o ano em que eu nasci!). Este primeiro livro compilou as aventuras
desta heroína que tinham saído na “V-Magazine”.

Depois foram editados mais três livros:
- Les Colères du Mange-Minutes
- Le Semble-Lune
- Le Miroir aux Tempêtes
Apenas o primeiro, “Barbarella” foi editado em inglês, e é este que
eu possuo. Excelente compra no EBay, pois o livro está NOVO! As folhas
nunca tinham sido manuseadas e as páginas estavam branquíssimas, isto
para um livro de 1966 é obra… nem tinha aquele particular cheiro a mofo
dos livros desta altura!
Barbarella após viajar pela Galáxia acaba por se despenhar no planeta Lythion.
Aqui Barbarella acaba por se envolver em várias aventuras e em
vários pontos do planeta. Esta jovem com uma cara ingénua e angelical
não se coíbe de usar o corpo para os seus fins! Seja para premiar um
salvador, ou simplesmente para eliminar inimigos. Luta corajosamente
contra monstros e tiranos, liberta povos da opressão e faz amor com quem
deseja. Barbarella é assim!
É lógico que nos dias de hoje estes livros estão datados, mas o
desenho acaba por valer a pena, pois apesar de ser simples, acaba por
descambar em cenários verdadeiramente caóticos.
De notar que este livro saiu na época certa, pois esta foi uma
altura em que as mulheres estavam em plena luta de emancipação, e
Barbarella era uma mulher emancipada! Ela controlava a sua própria vida e
não havia obstáculo que não fosse ultrapassado, fosse um ditador
tirano, ou um monstro gelatinoso.
Vampirella e
Zakarella
são duas variações do nome Barbarella, tendo Vampirella tido bastante
sucesso até aos dias de hoje! Quanto a Zakarella, esta é portuguesa, e
tem blog próprio:
Zakarella
Este livro é um marco na Banda Desenhada!
Boas leituras!
Softcover
Criado por Jean-Claude Forest
Editado em 1966 pela Groove Press
Nota : 7 em 10